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Foi há um mês que ficamos ‘órfãos’. A ‘mãe’ dos eternos ‘jovens’ da Paróquia de São Sebastião, deixou-nos. Voltou para a casa do Pai. Essa casa que em vida tanto e com tanto conhecimento e vivência nos falou e preparou.

Após tantos anos em que sabíamos sempre onde encontrá-la, com a mesma disponibilidade, eis que a casa da cidade de Magdeburg ficou vazia.

Agora sabemos que só a encontraremos nas lembranças das sessões de grupo, nos milhentos retiros e vigílias que já faziam parte da nossa agenda jovem. Mas principalmente continuando o seu legado, na fé, na vida, na transmissão da Palavra à nova geração de jovens, na preparação da Ressurreição.

E porque a sua partida não podia terminar um ciclo, fizemos questão de assinalar a sua despedida terrena.

E mais uma vez, a Maria do Carmo conseguiu congregar multidões de filhos. Entre eles também outros que não a tendo conhecido, conseguiram deixar-se cativar pela sua história de vida.

Foram os casos do nosso primeiro padre saído deste grupo de jovens de São Sebastião. Obrigada, Daniel, por se ter deixado cativar pelo exemplo desta frágil, mas enorme Senhora, ainda que através do seu legado de animadores. Obrigada pela inevitável homenagem em forma de homilia.

E em primeiro lugar, também, o caso do nosso pároco Casimiro, que no seu leito de final de vida, conseguiu perceber a dimensão da Pessoa que estava a ajudar a fazer a passagem. «Um gigante preparado para adormecer», assim a apelidou e não estava enganado. Obrigada pela sensibilidade Padre Casimiro. Obrigada por nos ajudar na justa, necessária e obrigatória homenagem à Maria do Carmo.

E, na homenagem do dia 18 de julho de 2021, não pudemos esquecer quem no Amor, no matrimónio, na vida, nos retiros, na saúde, na doença, foi a peça fundamental nesse caminho: o nosso querido, ternurento e saudoso Sr. Mota.

Bem-haja continuamos a sentir esses abraços.

Depois claro, a materialização da gratidão de tantos anos. Embora sem valor à altura da graça que recebemos, oferecemos à família uma placa de homenagem. A todos eles e elas qualquer agradecimento será pouco perante a generosidade da partilha da sua família. Obrigada por terem permitido também que fossemos um pouco da família.

E assim com a sensação do dever cumprido, mas com a noção que a vida desta gigante não se esgota nas palavras ainda por dizer, nada melhor que documentar esta página com homenagens várias e registos fotográficos.

Até já Maria do Carmo.

Por Viviana Almada

Veja aqui a Eucaristia de 18/07/2021

https://www.facebook.com/Paroquia.SSebastiao.Setubal/videos/135281905402073/?app=fbl

Testemunhos e partilhas feitas em sua homenagem…

Partiste…

E hoje ao dizer-te adeus imaginei o Céu engalanado de flores para te receber!

A tua vida foi plena! E o Amor que me deste, sem tamanho, porque nasceu de um Amor maior!

É difícil dizer o quanto me senti amado por ti! A forma como me acolheste no teu regaço e me abraçaste ao longo da minha vida. Em cada gesto teu, em cada sorriso, em cada palavra. Sabias de mim o que ninguém mais sabia! E não eram precisas palavras para entenderes o meu coração.

A tua porta esteve sempre aberta para me acolher… Não contavas os minutos, não contavas as horas, não contavas simplesmente…. O teu tempo! era o tempo sem tempo de que se faz o Amor.

Obrigado…. Maria do Carmo….

Obrigado, Mota!

Foi tão bom ter-vos na minha vida!

No Céu junto do Pai, sei que vão continuar a ter-me no vosso coração!

Por Vítor Cardoso

A aparente fragilidade física desta Senhora nada dizia acerca da sua dimensão espiritual.

A Maria do Carmo não cabia dentro dela.

Sempre muito à frente do seu tempo, era inconformada por natureza.

Era capaz de uma boa gargalhada (e como me lembro das suas gargalhadas), assim como era capaz de partir as bancas dos vendilhões do templo que tantas vezes denunciou!

As suas palestras nas nossas sessões de Grupo de Jovens eram verdadeiros tratados de teologia e, ao mesmo tempo, lições de vida e guias de reflexão para quem assim as quisesse utilizar.

Os retiros que fizemos juntas, as noites de vigília desde a meia-noite até às 8 da manhã de Quinta para Sexta-feira Santa, as peregrinações a Fátima, tantas e tantas memórias que centenas de jovens guardam, e que nos fizeram crescer na Fé, mas não só…

Com ela aprendi que não adoramos roupa ou outras coisas materiais, mas podemos gostar delas, aprendi que não adoramos pessoas, mas que as devemos amar, aprendi que Adorar é reservado para Deus.

Não esperávamos grandes ternuras da Maria do Carmo, esse departamento ela deixava com o seu marido, o ternurento Sr. Mota, mas a dedicação com que nos guiava, eram extraordinárias, e a sua disponibilidade não tinha limites.

À Maria do Carmo devo muito daquilo que sou hoje, e porque quem tem uma mãe assim, não a pode guardar só para si, agradeço à Rosário Silva, à Sãozinha, ao Nani, e ao saudoso João, por a terem partilhado connosco.

Como ela tantas vezes nos disse: os únicos dois momentos que temos predestinados nesta vida, é o momento do nascimento e da morte. Pelo meio tudo é decisão nossa.

Chegou o momento da Maria do Carmo se reencontrar com Jesus que tanto anunciou, com Maria que tanto venerava, e com o Pai que tanto adorava.

Que possamos um dia encontrar-nos de novo na Gloria de Deus Pai. Até Já querida Maria do Carmo.

Por Conceição Carrapeta (São)

Introdução Eucaristia Missa de 18.07.2021

No Evangelho de hoje, Marcos conta-nos como os Apóstolos, depois de terem sido enviados, voltaram para junto de Jesus e lhe contaram tudo o que tinham feito e ensinado.

Na nossa vida também somos convidados, depois de ser enviados, a voltar para junto de Jesus. Ele é o Alfa e o Ómega, Nele a nossa vida é Renovada e por Ele somos enviados a ser “sal da terra e luz do mundo”.

Na Eucaristia de hoje, como comunidade de S. Sebastião, fazemos também Memória e Ação de Graças a Deus pelo Dom da vida da Maria da Carmo, que partiu para o Pai na passada segunda-feira.

Foi uma vida única, que se fez Dom de Deus, para esta comunidade de S. Sebastião, e em especial para os Jovens, a quem Amou sem limite.

A Maria do Carmo, mostrou-nos sempre Jesus, a sua grande Paixão!

Nela tornaram-se realidade as palavras de S. Paulo “já não sou eu que vivo, mas Cristo que vive em Mim”.

Na sua família de sangue, enxertou a vida de cada jovem, e tornou-nos seus filhos e amou-nos intensamente!

Fomos sua família, acolhidos e amados. Ao Sr. Mota e aos seus filhos um obrigado por nos terem acolhido!

No nosso coração a saudade de quem nos deixou!

No nosso coração a alegria jubilosa de quem sabe que no Céu, junto do Pai continua a interceder por cada um de nós!

Nesta Eucaristia que vamos celebrar como comunidade, e para cada um de nós, o convite do Evangelho a anunciar a BOA NOVA, e pelo testemunho da nossa vida, conduzir cada Homem de regresso a Jesus.

Por Alberto Cavaco

Tive a honra de conhecer a minha querida Maria do Carmo, senhora reta nas palavras, decidida e uma verdadeira Cristã, ensinou-me muito.

Recordo com muito carinho e amor as reuniões naquela sala onde conheci jovens maravilhosos… jamais esquecerei.

As reuniões que realizamos na casa da nossa querida Maria do Carmo e do senhor Mota… que casal maravilhoso.

Com amor, a Maria do Carmo reuniu o grupo ‘As Flores que Deus Criou’ e com esse grupo cresci espiritualmente e como pessoa.

Obrigada minha querida, jamais esquecerei de vocês os dois que agora estão com Deus que tanto adoravam e foram exemplo para todos nós.

Até um dia minha mamã na Fé.

Por Sandra Bilro

E, como as palavras que aqui se vão libertando renova o sentir de cada um, trazendo um amor que por vezes esbatido na tela da vida está lá com um colorido tão intenso como a tinta fresca.

Assim, somos obras deste Jesus, que através desta senhora, desta família compôs a sua arte.

Um abraço de fé a todos os divulgadores, caminhantes, flores… todos os que se Unem no amor a Cristo!

Por Susana Tavares

Susi, maravilhosa paleta a tua.

A vossa, Vítor Cardoso e São Carrapeta, identifico cada palavra vossa, irmanada em mim.

É como costumo dizer, as modas vêm e vão, mas a essência do bom, do belo, do Divino é imutável.

É o lado eterno, esse que nos aproxima dO Criador.

Não foram só as palavras que lhe ouvimos, foi a vida em testemunho algo tão puro, perene.

Tento honrar a cada dia o que com ela aprendi, caminhar para Jesus, viver intensamente esse amor, semear… Esse dar sem nada esperar em troca.

Só Deus… só Deus basta.

OBRIGADA Maria do Carmo!

Por Zelinda Castanheira

A ‘nossa’ Maria do Carmo já nos deixou para ir ao encontro de Jesus que tanto ama. Libertou-se do ‘macacão’, como ela própria dizia quando se referia ao corpo terreno, e estará certamente mais leve eternamente jovem e feliz junto de tantos que amava e que tão precocemente foram chamados para junto de Deus.

Por Zelinda Castanheira

Obrigada, Maria do Carmo. Hoje face a face com Jesus continue a olhar por nós. Obrigada, Maria do Carmo, Obrigada! E agora… farei silêncio e será em oração que direi a Jesus (o que ELE sabe) que foi esta Senhora que me fez apaixonar por ELE.

Abraço a toda a Família.

Por Sara Tavares

Obrigado, Maria do Carmo pela dedicação, amor e memórias que vão ficar sempre connosco! Muito obrigado pelo testemunho de fé!

Por Hélder Bonaparte

Quando entrei para os Grupos de Jovens tinha 17 anos. Estava numa fase difícil porque me tinha morrido uma amiga com 18 anos, com um cancro nos ovários. Eu ainda não sabia o que era a morte. Ainda ninguém ‘me’ tinha morrido. E sentia me perdida… como é que alguém morre de cancro nos ovários aos 18 anos?! Uma feliz coincidência fez com que a Ana Maria me sugerisse aparecer…

Apareci. Eu, que era uma rebelde contestatária e nem a primeira comunhão tinha. Punha tudo em causa. Sob os olhares pacientes e sábios da Maria do Carmo e do Padre Teixeira.

Uma noite de vigília e o compromisso com o coro de jovens fizeram-me ter vontade de avançar e fiz a primeira comunhão num domingo igual aos outros («a primeira comunhão é a primeira vez que vais comungar» — disse-me o Padre Teixeira). Seguiu-se o Crisma e a Profissão de Fé e desde então a Fé vive colada à minha pele. Muitas vezes com dúvidas, mas sempre com a certeza de duas coisas: que a Vida não se extingue com a morte da matéria e que o Amor é o único caminho.

Sou hoje quem sou por tudo isto também.

Gratidão eterna.

Por Ivone

São tantas as mensagens de palavras tão belas e de sentido tão profundo que revendo-me em todas elas, não consigo eu própria escrever melhor.

Este sentimento de união, os testemunhos que as vidas quer da Maria do Carmo, quer do Sr. Mota nos deram, marcaram todos os que tiveram o privilégio e a honra de privar de tão perto com eles. O Amor tão profundo a Cristo que este casal tão especial tinha e que nos transmitiu de forma tão profunda fez-nos sentir parte da família, eram como segundos pais sempre disponíveis, sempre prontos para nos ‘aturar’, escutar e dar nas orelhas quando era preciso, nenhum de nós seria hoje o que é sem os seus testemunhos de vida.

Tenho nas minhas memórias os ralhetes assim como as gargalhadas, os ensinamentos e as aprendizagens.

Por mais que diga obrigada, acho que nunca será suficiente.

OBRIGADA.

Por Ana Paula Freitas (Pi)

Jantar de reencontro no Hotel Isidro, em 2012

As reuniões para eu fazer a 1.ª comunhão e a profissão de fé também algumas ainda foram feitas na casa deles.

Sentia-me em ‘casa’… tanto ensinamento, paz, humanidade, simplicidade. Deviam existir mais seres humanos com esta capacidade de doar. Que DEUS os abençoe.

Por Carla Vinagre

Nós jovens mais ‘novos’ olhávamos para os mais velhos com uma admiração tremenda…

nos retiros, nos encontros, nas celebrações absorvíamos tudo o que de vós saía… E sempre com o olhar atento da Nossa Timoneira Maria do Carmo. É unânime o nosso agradecimento a todos mas reforço o Agradecimento a JESUS… por nos ter tocado e por nos ter oferecido com tanto Amor a Maria do Carmo e toda a sua família. Somos uns privilegiados. Há um cântico que é assim: «Obrigado… obrigado Meu Deus Pai e Senhor, muito OBRIGADO por todo o AMOR».

Abraço peregrino a todos.

Por Sara Tavares

Ao meu batismo, a primeira comunhão, a profissão de fé, o Crisma, o meu casamento… tudo isto acompanhado pelos padres Antunes e Teixeira e este nobre casal. Como me lembro dos retiros, da noite de quinta-feira para sexta-feira santa passada na paróquia com o nosso saudoso Padre Teixeira. A viagem que nunca vou esquecer ao Seminário de Carvalhos para visitar o padre Antunes e o Mário, mas não tivemos padre! E um grande raspanete eu levei, porque enchi a cama dos rapazes com eucalipto. Os fins de semana na Casa dos Pilotos. Da preocupação em me chamar lá a casa quando faltava ao grupo de jovens. Tudo o que sou também muito o devo a esta Grande Senhora! E estou muito triste, porque tinha combinado com Rosarinho ir visitá-la. À Rosarinho, à Sãozinha e ao Nani muita força nesta hora tão difícil. Com o João e o saudoso marido será decerto um reencontro feliz. Beijinhos.

Por Ana Cristina Elias

Queridos jovens, amigas e amigos de longa data, este texto escrevi-o em tributo à nossa querida animadora de jovens e por isso quero partilhá-lo convosco… apenas como mais um testemunho do nosso sentir.

É o meu sentir… é a amizade que jamais deixará de existir e de fazer sentido.

Não é um adeus… Mas sim até um dia!

Foi pelas bonitas palavras da sua filha Sãozinha que recebi a notícia. Dizia assim: «Amiga a minha mamã faleceu, estava muito cansadinha, agora está bem pertinho de Jesus a quem ela tanto Ama, do meu papá e mano.»

Na verdade, estava mesmo cansadinha, como me dizia sentia-se um pouquinho desiludida, que não era justo ficar sem marido, sem o seu apoio tanto tempo por aqui…. Depois foi a falta do seu querido e amado filho, que sem esperar partiu à sua frente…. Era a desilusão de que me falava.

Com Deus o seu grande Amor não se inquietava, não questionava apenas se sentia um pouco triste com as voltas da vida e a injustiça que os nossos olhos terrenos conseguiam ver.

A Maria do Carmo foi para mim, em grandes momentos da minha vida, uma segunda mãe… aquela que me ouvia e sabia mais do que a minha querida mãe. Estou certa que foi assim para muitos de nós, na altura os jovens.

Nos últimos tempos, quando a visitava, já doente e cansadinha, continuava a ter uma palavra amiga, uma palavra de fé, uma palavra de amor e compreensão. Um olhar expressivo como sempre, uns olhos que falavam por si.

Lembro-me de lhe levar notícias da operação da Rosarinho e a encontrar serena no sofá com o seu terço entre as mãos. Era o seu companheiro de fé, uma fé Mariana como só ela sabia explicar. Nesse dia as suas feições eram serenas e de quem com fé acredita que tudo vai ficar bem.

Foram muitos os encontros e desencontros ao longo destes últimos anos em que a emoção parecia ser um turbilhão nesta vida já tão frágil e inquieta com a ausência do seu grande Amor terreno… o Sr Mota. Partiu para junto de Jesus e com ele um bocadinho da Maria do Carmo.

Mas mesmo com este turbilhão de emoções, a nossa querida Amiga continuou forte, serena e à espera daquilo que o Senhor Jesus queria dela.

Até que chegou o dia… e não foi um adeus. Foi para os que partiram primeiro, um até já… Para os que ficamos… até um dia!

Todos nos reencontraremos um dia… Como? Onde? Em que dimensão?

Essas são as respostas que um dia iremos encontrar junto de quem nos continua a unir no Amor – Jesus Cristo.

Agora só posso dizer: até um dia querida Amiga!

Amiga na fé, no amor na vida.

Obrigada por tudo o que aprendi consigo.

Por Xana

Tenho orgulho do grupo a que pertencemos e claro está por ter tido na minha vida a Maria do Carmo, mesmo que eu tivesse partido para longe muito cedo. Foram momentos de grande sentimento, partilha, reflexão em conjunto, com a presença de Cristo. Ajudou-nos a vencer barreiras e dificuldades e a divulgar O Nome de Cristo sempre que necessário, em terras Lusas ou distantes. Onde todos somos iguais! Fomos e seremos um grupo de valores e que é solidário e se movimenta para o bem, sempre que necessário! A Maria do Carmo conseguiu dar-nos essa vida e esses sentimentos. Viverá sempre connosco! Até um dia amiga Maria do Carmo.

Por Graça Sardinha

Após a missa de 7.º dia da Nossa querida Maria do Carmo, não consigo deixar de ter vontade de partilhar convosco o meu sentir.

A Maria do Carmo ensinou-nos algo muito importante durante a sua vida… O inconformismo.

Com ela aprendi que se algo não está bem, então não nos devemos calar, se algo não está bem, então há que lutar para o modificar.

Ensinou-nos que podemos ir mais além, através de ações revolucionárias, na descrição, no silêncio e na entrega a Deus, mas quando necessário de voz forte e firme.

Ensinou-nos a aceitar os desafios de Deus, ensinou-nos a valorizar todos os tesouros que a vida nos presenteia e quase não damos por eles, mas há que saber olhar com o coração.

Ensinou-nos a não ter medo de nada nem de ninguém quando se tem Jesus no coração.

Ah… que força nós temos quando O sentimos.

A Maria do Carmo partilhou connosco os seus filhos todos tão intensos e únicos.

O Nani, miúdo inteligente, o eterno rebelde.

O Joãozinho que Deus decidiu levar tão precocemente, tal como a sua amada São que partiu antes dele e nos deixaram filhos fantásticos que tanto amamos.

A Sãozinha, menina doce de olhos lindos e aparência frágil tal como a mãe, mas de uma força também incrível. Cuidou e amou a sua mamã até ficar sem forças e até Deus decidir que já chegava de tanto sofrimento.

A Rosarinho menina inteligente e amiga. Com o problema de audição da filha, a Maria do Carmo ensinou-nos que Deus nos coloca grandes desafios e provas na vida, mas temos de os aceitar e ultrapassar.

A sua casa não tinha porta e a todos acolhia como se não houvesse amanhã. De uma correção extrema não nos deixava cair e indicava-nos sempre uma solução para os nossos problemas.

Partilhou o seu querido Mota que nos dava aquele abraço que nos fazia sentir como seus. A saudade que nos deixa é atenuada com o bocadinho que todos temos da Maria do Carmo em nós.

Faço parte do 1.º grupo de jovens da Maria do Carmo…. OS REVOLUCIONÁRIOS DO Amor, que teve início quando eu tinha 10 anos… 10 anos, sim eu com 10, outros com 11 ou 12, que durou, durou, durou… até hoje.

A ligação que todos sentimos quando nos encontramos é tão forte que só uma discípula de Cristo podia ser responsável.

Depois surgiu o 2.º grupo, o 3.º, o 4.º, o 5.º e nunca pararam de surgir.

A todos os jovens amou, ajudou aconselhou e proporcionou momentos únicos.

Cada um de nós podia escrever um livro com memórias e que nos moldaram e prepararam para a vida adulta, e onde fazemos a diferença.

A Maria do Carmo ensinou-nos que temos o dever de sermos diferentes!!!!

Se todos estiverem a caminhar para o lado errado então dê mão dada com Deus, Ele mostrará o caminho certo.

Temos de fazer a diferença através do respeito, da justiça, da humildade, do perdão e do Amor.

Foi tudo isto e muito mais que a Maria do Carmo nos ensinou… Cheia de Espírito Santo e Cristo.

Foi de facto uma verdadeira discípula de Jesus.

A todos vós o meu obrigada pelos vossos sorrisos, amizade sincera e segurança que me dão por saber que estão lá para mim quando preciso, quando precisamos uns dos outros.

Bem hajam.

Por Olimpia Júlio

Agradeço terem feito deste momento de partida da nossa Maria do Carmo, momento de reencontro. Tudo o resto não interessa. Foi para ELA.

E se a minha disponibilidade em vida foi grande. Tudo o mais seria pouco, perante o tanto que recebi.

Da minha parte, estes dias têm sido de paragem, como mais um retiro que nos proporcionou.

O que o Senhor, através do exemplo desta Grande Mulher, continua a querer de mim? Como agradecer tantas graças, graça sobre graça?

Existe um legado, como alguém algures referiu. Como vou ‘retribuir’ ainda, no intervalo da vida que me resta?

Por Viviana Almada

Relativamente aos agradecimentos pela iniciativa…

É apenas obra do Senhor… Até porque nada seria possível sem ideias e partilhas que surgiram do próprio grupo. Nós só agilizamos as cenas, colocando a render os dons concedidos pelo Espírito Santo e todo este extraordinário grupo foi movido pelo mesmo Espírito.

Foi com muito Amor que desta forma quisemos confortar, de alguma forma, esta família e nossos queridos irmãos, desta grande perda.

Cada um de nós expressou da melhor forma a sua gratidão e amor. Bem hajam! E o Senhor, lá do alto nos há-de recompensar porque nos ama muito.

E podem ter a certeza que aqueles olhos tão ternos e expressivos da Sãozinha diziam muita coisa… E felicidade ao mesmo tempo. Tal como a Olímpia diz, ontem pude também constatar esse sentimento vindo da alma, quando ela recebeu a nossa oferta…

Por Júlia Morgado

Agradecimento da filha Sãozinha Mota

Queridos jovens, sou a Sãozinha a filha da Maria do Carmo e do Mota, sou abençoada, os pais estão sempre com os filhos, os meus estão inteiramente no meu coração.

Não tenho o dom da palavra como a minha mãe, ela é verdadeiramente especial e fascina-me sendo tão tímida conseguir ser aquele mar de palavras, ela diz, como alguns de vocês sabem: «Muitas vezes ligo a pilha e não sou eu que falo, é Ele que fala através de mim». Tenho a certeza absoluta que continua agora num outro plano cheio de luz com toda aquela sabedoria e fé a encantar quando fala, acompanhada do meu querido maninho e do largo e mais doce sorriso do Sr. Mota, o meu pai que também marcou as vossas vidas, de uma outra, mas também maravilhosa forma.

Hoje vou tentar agradecer em meu nome e dos meus irmãos a maravilhosa oferta de AMOR que nos deram nestes dias, o grande carinho com que fizeram a linda placa onde ficou gravada a vossa homenagem e louvor à Maria do Carmo que tinha ficado gravada nos nossos corações com os vossos testemunhos nos incríveis textos que escreveram, as vossas mensagens, as flores, as conversas, que nos mostraram o quanto a nossa mãe e pai tocaram os vossos corações, tiveram influência nas vossas vidas, como levaram até vós Jesus Cristo que tanto Amam.

Muito obrigada pelo calor, a força e a alegria que trouxeram aos nossos corações.

Confesso, e agora falo só por mim que muitas vezes tive ciúmes vossos, mas rapidamente ficava cheia de felicidade e orgulho de partilhar os meus pais convosco.

Obrigada.

Um grande e apertado abraço em Jesus para todos vós.

Conceição Silva

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